05/18/2026
10:50:44 PM
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Laranja, voltada à conscientização e ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Em Camaquã, a mobilização inclui ações educativas, panfletagem e atividades de orientação à comunidade.
Durante a ação desta segunda-feira (18), em frente ao Conselho Tutelar, participaram servidores da Educação e do Desenvolvimento Social, com a presença da secretária Ana Carmelita e do secretário Fabiano Ribeiro.
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é lembrado em 18 de maio. A data foi instituída pela Lei nº 9.970/2000 e faz referência ao caso de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, de 8 anos, sequestrada, violentada e assassinada em 1973, em Vitória, no Espírito Santo. O crime nunca foi solucionado e se tornou símbolo da luta pela proteção da infância.
A campanha busca alertar a sociedade para um problema que muitas vezes ocorre de forma silenciosa. Especialistas destacam que mudanças repentinas de comportamento, medo excessivo de determinadas pessoas, isolamento, agressividade, queda no rendimento escolar, sexualização precoce e tristeza constante podem ser sinais de violência sexual.
Também é importante observar marcas físicas sem explicação, dificuldades para dormir, crises de ansiedade e resistência em frequentar determinados locais. Em muitos casos, crianças e adolescentes têm dificuldade para relatar o que estão vivendo, o que exige atenção redobrada de familiares, professores e responsáveis.
A orientação é que qualquer suspeita seja denunciada. O principal canal é o Disque 100, serviço nacional que recebe denúncias de violações de direitos humanos. O Conselho Tutelar, a Brigada Militar e a Polícia Civil também podem ser acionados.
Falar sobre violência sexual é considerado fundamental para prevenir novos casos. Crianças e adolescentes precisam compreender limites, respeito e situações de risco. Da mesma forma, adultos devem saber acolher possíveis vítimas, ouvir sem julgamentos e procurar ajuda especializada.
A rede de proteção envolve famílias, escolas, serviços de saúde, assistência social e órgãos de segurança pública. A proposta da campanha é reforçar que proteger crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva.
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